segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O céu azul lá fora transporta-me para outros dias mais quentes, salpicados de água salgada. Esses dias, ansiosamente esperados o ano inteiro, davam sentido a outros onde só havia rotinas, horários, obrigações. Faziam tudo valer a pena, cada dia era sempre um a menos na contagem do calendário. 
Todos os anos fazíamos planos mas sempre com espaço para o imprevisto, para a novidade. Como naquele dia, na praia, quando uma avioneta publicitou um mini concerto de um grupo cujas canções habitavam os nossos dias, numa superfície comercial nos arredores. E que só eu vi... ainda recordo a expressão de surpresa quando, ao chegarmos ao local, perceberam o que ia acontecer (eram as Non.Stop...)  Ou, daquela outra vez, que fizemos mais de 500 km no mesmo dia, só para verem os Linkin Park. E em que eu e a Inês esperámos mais de três horas que o concerto acabasse, para voltarmos para Lagos. E, como no regresso, as canções do grupo fizeram a viagem connosco...
Hoje, como sempre, eu penso na sorte que temos em estar na vida umas das outras, em nos termos encontrado aqui ao mesmo tempo.  E em como o caminho que percorremos juntas nos dá força para o trajecto que agora vamos fazendo sozinhas...

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