Sei a que sabe essa dor. Sei das lágrimas e dos suspiros que ela carrega. Sei a que cheira essa insónia. Sei do tic-tac do relógio, no silencio da noite. Sei dos minutos que não passam e da dança dos ponteiros. Sei da anestesia da minha alma e da obsessão da tua imagem nos meus olhos fechados. Estarás diferente, agora? Sei da dor que não passa, ainda que afague o pensamento com a mão. Poderia ter sido diferente? Poderia doer menos a saudade?